segunda-feira, 4 de novembro de 2013

tãojovensecomtantomedodeviver

Pensei que só me tinha acontecido a mim e a um restrito número e tipo de pessoas. Pensei que o problema era meu. Quem não o tinha era por opção própria ou porque simplesmente não havia com quem o partilhar. Estou a falar da forma mais bonita de viver; Através do amor.
Há um ano atrás perdi o suposto amor da minha vida. Como uma jovem teimosa e persistente que sou, numa primeira fase, decidi limitar-me a passar 4 meses da minha vida a lamuriar-me esperando que "o tal" voltasse, até que decidi passar para a fase seguinte. 
Fase II - Dedicar-me à descoberta. Foi exactamente aquilo que fiz. Explorei e explorei-me. Curiosamente, após me ter dedicado mais a conhecer-me, comecei a ganhar uma confiança incrível. Foi então que me apercebi que estava feliz sozinha
Fase III - Após fazer "a descoberta" abri-me novamente ao mundo e cometi o erro (ou não) de enamorar-me (claro que sempre em negação). E foi nesta fase que cheguei a uma triste conclusão.
Não sei se foi da rapidez com que o mundo evoluiu nestes últimos 5 anos mas sinto que a humanidade perdeu a sua ingenuidade e trocou-a pelo medo. Medo de viver, medo de amar.
Já não se cai de cabeça com o coração aberto como antigamente. Aqueles com verdadeira capacidade de amar, nós os genuínos, fugimos aos compromissos porque já tivemos provas no passado, aparentemente suficientes, para não fazer mais juras e promessas de amor. Acabamos assim por deixar escapar a vida por entre os dedos, muito provavelmente com consciência disso porque a escolha foi nossa. Sinto que acabei (como muitos) por viver intensamente apenas aquilo que posso controlar/tomar como garantido. Porque o amor é um vício e de vícios já estou eu cheia.

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